
Neste domingo (21), está completando idade nova o Felipe Kauê, um dos nomes mais atuantes na promoção e valorização da memória e da identidade cultural de Atalaia na última década. Neto de indígena atalaiense, ele construiu sua trajetória voltada ao fortalecimento das tradições afro-indígenas, com foco em projetos de resgate histórico da cultura, memória e turismo de sua terra natal.
Como fundador e presidente da Associação dos Moradores do São Sebastião e Jagata, Kauê esteve à frente de iniciativas sociais como a Festa das Crianças, campanhas de arrecadação de brinquedos, torneios de futebol, mutirões de mamografia, Semana da Mulher, além de blocos culturais como Amigos do Kauê e São João da Comunidade.
Além de ativista, ele também é escritor, com o livro “Filho das Águas”, lançado em 2023, e músico desde 1999, inscrito na Ordem dos Músicos do Brasil. Atuou em diversos grupos e bandas, como Auê (Maceió), Ahapazyada (Atalaia), Afro Jovem, Axé Love, Swing Madeira (Cajueiro), entre outros. É idealizador da Banda Afro Odara, que mescla samba, reggae e axé baiano em suas apresentações.
Historiador em formação pela Estácio e monitor de turismo, Felipe Kauê se dedica atualmente ao projeto Viva Atalaia, iniciativa que busca promover o desenvolvimento socioeconômico da cidade por meio de passeios guiados, mapeamento de grupos culturais e valorização de pontos turísticos urbanos e rurais.
Sua atuação também alcança o teatro e o audiovisual. Ele participou do filme “O Fofoqueiro do Diabo” (2025), é marcador da Quadrilha Junina Sanfona do Rei e autor do espetáculo “Aninha um grito de socorro”, do musical “Viva Zumbi” e da peça teatral “Filho das Águas”, inspirada em sua obra literária.
Casado com a vereadora Joana D’arck e pai de três filhos: Andrey Henrique, Kauê Henrique e Maria Cecília. O nosso amigo Felipe Kauê segue como um dos grandes propagadores da cultura atalaiense, somando esforços para que tradições, memória e história local ganhem cada vez mais força.
