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Pedro de Farias Costa, repórter fotográfico do Jornal de Alagoas e da Gazeta de Alagoas

Pedro Fotógrafo também trabalhou como fotógrafo oficial do governo de Alagoas.

Phablo Monteiro
Por: Phablo Monteiro Fonte: Texto Geraldo de Majella / Site https://www.historiadealagoas.com.br
08/01/2021 às 16h50 Atualizada em 21/01/2021 às 14h25
Pedro de Farias Costa, repórter fotográfico do Jornal de Alagoas e da Gazeta de Alagoas
Pedro Farias, o Pedro Fotógrafo. Fonte: Edberto Ticianeli.

Pedro de Farias Costa nasceu em Atalaia (AL) no dia 28 de fevereiro de 1930. Filho de Floriano de Farias Costa e Maria Joana da Costa, em 1941 passa a residir em Maceió, no sítio Farol, na Avenida Fernandes Lima. Aos quinze anos, em 1945, inicia o aprendizado como fotógrafo no Foto Fiel.

A carreira profissional tem início em 1947, quando completou dezessete anos, como fotógrafo do Foto Ideal. Em 1948, transferiu-se para o Foto Stuckert, onde trabalhou durante dezesseis anos, até 1964. 

Em 1948, conhece Gerusa Firmino Costa com quem se casa e dessa união nasceram dez filhos. A fotografia como profissão é seguida por um dos seus filhos, Gilberto Farias, um dos mais antigos repórteres fotográficos do jornal Gazeta de Alagoas.

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Eurico Farias, um dos irmãos, funda em Anadia (AL) um estúdio de fotografia, onde trabalhou como o fotógrafo da cidade por duas décadas. Assim como Pedro, os filhos de Eurico Farias também se dedicaram ao trabalho fotográfico enquanto existiu o estúdio em Anadia, encerrando as atividades profissionais com a morte de Eurico Farias.

Pedro Farias, a partir de 1956 passa a trabalhar no Foto Stuckert e no Jornal de Alagoas, órgão dos Diários Associados, o mais antigo e importante matutino de Alagoas. Em 1957, ingressa na Gazeta de Alagoas, permanecendo aí até 1965.

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Nesse período participou da criação do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas, em 1959. Suas fotos mais famosas foram os flagrantes do tiroteio que ocorreu na Assembleia Legislativa durante o impeachment de Muniz Falcão em 1957. Algumas delas foram publicadas no The New York Times. Outros trabalhos seus também foram destaques na extinta revista O Cruzeiro. 

As redações dos jornais estavam todas localizadas no Centro de Maceió. Em 1959, foi morar na Rua Boa Vista, onde, em 1965, abre o seu próprio negócio, o Foto Studio Pedro Farias. Em 1989, no dia 23 de março, morre aos 59 anos num leito da Santa Casa de Misericórdia de Maceió. O Foto Studio encerra as suas atividades em 1992.

Pedro Farias trabalhou como fotógrafo oficial do governo de Alagoas, realizando a cobertura das audiências, viagens e inaugurações de obras em várias administrações. Ainda trabalhou prestando serviços à Companhia Telefônica de Alagoas (CTA) e, posteriormente, à Telasa (Telecomunicações de Alagoas S/A).

"Um craque na fotografia. Mantinha uma liderança impressionante na imprensa. Dava conselhos, orientava a turma jovem e sempre estava ao lado dos mais fracos. Um exemplo de homem e profissional. Tive a honra de trabalhar com ele", Gabriel Mousinho.

"Sabia muita história de bastidores no palácio dos Martírios. Fotógrafo de confiança de vários governadores", Bernardino Souto Maior Neto.

* Texto Geraldo Majella, publicado no site Historia de Alagoas.

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