
Filha de Alceu Paulino Dias e Maria Dias Oliveira, Adeliude Oliveira Dias de Albuquerque nasceu em 28 de setembro de 1950, na cidade de Monteiro, estado da Paraíba. Aos sete anos de idade, mudou-se para Atalaia (AL), onde passou a residir com sua tia Alzira Maria da Silva Dias, professora do Grupo Escolar Floriano Peixoto, e com o tio Valdir.
“Fui criada pelos meus tios Valdir e Alzira. Ele, comerciante, e ela, professora. Minha infância e adolescência foram muito boas, sempre acompanhadas pela minha tia, uma pessoa íntegra e de uma educação invejável”, recorda Adeliude.
Em Atalaia, estudou no Grupo Escolar Floriano Peixoto e no Ginásio Nossa Senhora das Brotas. Formou-se em Pedagogia pelo CESMAC, e também Educação Artística e Administração Escolar.
Em 1964, com apenas 14 anos de idade, iniciou sua trajetória como professora no Educandário Dom Ranulfo, da saudosa Dona Armênia Cerqueira. Em Atalaia, dedicou aproximadamente 20 anos ao magistério, lecionando tanto no Educandário Dom Ranulfo, que mais tarde passou a se chamar Ginásio/Colégio Dr. João Carlos, localizado na Avenida Barão José Miguel, quanto no Grupo Escolar Dr. João Carlos, situado na Branca de Atalaia.

Professora Adeliude Albuquerque em aula do antigo Ginásio Dr. João Carlos, em Atalaia. Foto: Durvalino Marques.
“Na minha infância, precisamente no pré-primário, tive o privilégio de ter como professora a ainda adolescente Adeliude Albuquerque, que, apesar da pouca idade, já desempenhava com maestria e sabedoria sua profissão. Com o passar dos anos, tornou-se minha amiga, a quem chamo carinhosamente de Del. Esteve presente nos meus momentos difíceis e também nos felizes. No nascimento do meu primeiro filho, foi a minha professora e amiga Del quem me acompanhou à maternidade”, relembra com carinho sua ex-aluna e amiga Dilma Acioli.
Convidada pelo então prefeito Zé do Pedrinho para assumir a Secretaria Municipal de Educação, aceitou o desafio e exerceu o cargo com extrema dedicação, contribuindo de forma decisiva para o avanço da educação atalaiense entre os anos de 1983 e 1984. Nesse período, foi construída a Escola Municipal Antônio Amâncio, no bairro José Paulino. “Um período maravilhoso em minha vida, no qual adquiri muita experiência e aprendizado”, relembra a ilustre professora.
Em Maceió, lecionou nas escolas Estadual Deputado Nenoí Pinto, Municipal Suzel Dantas e Municipal Maria José Carrascosa.
“Aposentou-se aos 45 anos, mas não parou. Fez novo concurso, foi aprovada e seguiu servindo até os 65 anos, com a mesma garra de sempre. Uma vida inteira dedicada à educação e ao serviço público”, destaca seu filho primogênito, o Dr. Emerson Albuquerque.
Tinha 19 anos de idade, quando em 09 de agosto de 1970, casou-se com Expedito Dornelle Albuquerque, com quem teve dois filhos: Emerson Dias de Albuquerque e Alcimara Dias de Albuquerque Guedes. Após o casamento, o casal foi residir na Ouricuri.
Seu esposo era neto do industrial Manoel Tenório de Albuquerque Lins, proprietário da Usina Ouricuri, e de Santina Cavalcante de Albuquerque. Era também bisneto do Coronel João Evangelista da Costa Tenório, que foi intendente do município de Atalaia, e sobrinho do ex-vereador Nestor Tenório e do ex-senador Nelson Tenório.
Expedito trabalhava na Usina Ouricuri como mecânico geral de automóveis. Faleceu precocemente em 13 de julho de 1976, aos 37 anos, vítima de um acidente automobilístico ocorrido em Satuba (AL).
“A vida logo nos desafiou com a perda precoce do meu pai em um acidente automobilístico. De repente, minha mãe se viu viúva e nós, eu e minha irmã Alcimara, órfãos de pai. Não foi fácil. Mas foi nesse momento que ela mostrou sua força: não deixou que nada nos faltasse, cuidou de nós com amor e disciplina, enquanto seguia apaixonada pela sua profissão”, recorda o Dr. Emerson Albuquerque.
Um ano após o falecimento do marido, a professora Adeliude e os filhos retornaram a Atalaia, passando a residir com a tia Alzira, que a auxiliou nos cuidados com as crianças e na continuidade dos estudos deles. A casa ficava na Rua Floriano Peixoto, nº 275, em frente à residência do fotógrafo Joel. Permaneceram ali até 1988, quando se mudaram para Maceió, onde Adeliude assumiu por quase dez anos a direção da Escola Estadual Nenoí Pinto, no bairro Clima Bom.
Em 1980, casou-se em segundas núpcias com Mário Oliveira de Andrade, com quem teve mais dois filhos: Emmanuel Dias de Oliveira, o sambista ManuDí, e Alzira Thaís Dias de Oliveira. Seu filho ManuDí é hoje uma das maiores vozes do samba em Alagoas.
Na capital alagoana, também foi gestora da Escola Municipal Maria José Carrascosa, localizada no Poço, onde se aposentou.
Atualmente, reside na Avenida Brasil, no bairro Poço, em Maceió. Além de ter sempre por perto seus quatro filhos queridos, a professora Adeliude Dias Oliveira de Albuquerque é avó de cinco netos: Gabriela, Vanildo Júnior, Brenda, Cauê e Mário André.
“Sou o filho primogênito e tenho o privilégio de carregar na memória e no coração cada capítulo da sua trajetória. Construiu uma carreira brilhante como professora, servidora pública, secretária de educação, candidata a vereadora, sempre estudando e crescendo. Formou-se em Pedagogia, Educação Artística, Administração Escolar e ainda fez pós-graduação. Assumiu cargos de liderança como diretora de duas escolas estaduais e uma municipal, deixando um legado de respeito e excelência. Aposentou-se aos 45 anos, mas não parou. Fez novo concurso, foi aprovada e seguiu servindo até os 65 anos, com a mesma garra de sempre. Uma vida inteira dedicada à educação e ao serviço público. Mas, para mim, o maior título que carrega é o de mãe e avó. Uma mulher guerreira, firme, muitas vezes dona da razão, mas sempre com o coração voltado para os filhos. A educação que nos deu foi transformadora: somos quatro filhos formados, cada um levando consigo os valores e princípios que ela nos ensinou. Hoje, não celebramos apenas a profissional exemplar, mas a mãe extraordinária que, com sua força e amor, construiu uma história inspiradora. Minha eterna gratidão e orgulho por ser seu filho Mercinho”, destaca seu filho Emerson.
“Falar de minha mãe é voltar no tempo e reconhecer o quanto foi uma guerreira, criando dois filhos praticamente sozinha após a morte precoce do meu pai. Minha mãe nunca nos deixou sentir a ausência da figura paterna. Sempre nos priorizou, dando muito carinho e a melhor educação, ensinando-nos princípios de honestidade e caráter. E sempre dizia: ‘Tem que estudar para ser alguém na vida’ ou ‘Seu marido é seu emprego’. Nunca esqueci esses ensinamentos. Vejo minha mãe como uma grande vitoriosa: criou a mim e meus irmãos, todos formados (cirurgião facial, pedagoga e empresária, administrador e músico, e nutricionista). Missão cumprida para uma mulher, mãe, professora e guerreira… Dona Adeliude! Tenho muito orgulho de ser sua filha e de seguir seus ensinamentos como mulher e profissional”, destaca Alcimara.
“Adeliude é um nome forte, diferente, característico... que remete à luta, resignação, resiliência e competência. Como te definir, minha mãe, por todos esses anos em que tão amorosamente nos carregou no ventre, no colo e agora no coração? Obrigada por tanto amor e por nos mostrar a força que temos, sem esquecer nossas origens, com caráter, humildade e competência, virtudes que aprendemos contigo. Para muitos, você é uma professora dedicada e inteligente; para mim, é meu porto seguro, a extensão do cuidado do Criador e de Nossa Senhora aqui na Terra. Sou o que sou por ter recebido seus ensinamentos marcantes. Gratidão por sua existência e amor”, declara sua filha Alzira.
“Falar sobre a mãe amiga e parceira de todas as horas, Adeliude de Oliveira Dias, é muito fácil. Sou um privilegiado por ser filho dessa mulher extraordinária, inteligente e uma das pessoas mais honestas que já conheci. Minha mãe, essa mulher que mais amo neste mundo, é simplesmente uma supermãe, que mesmo diante das decepções, retribui o mal com o bem. Essa é Dona Dedé, como a chamo carinhosamente”, afirma seu filho Emmanuel Dias, o ManuDí.



























