
Na tarde e noite deste sábado, 13 de setembro, o histórico casarão onde funcionou por tantos anos o inesquecível Colégio Dr. João Carlos, em Atalaia, foi palco de mais um momento especial. Ex-alunos das turmas da 3ª e 4ª série dos anos de 1983 e 1984 se reencontraram, revivendo memórias e fortalecendo laços de amizade após mais de 40 anos. Hoje, o prédio abriga o Centro Educacional O Pequeno Príncipe (CEPP).
As turmas foram marcadas pelos ensinamentos das professoras Rosângela Cardoso e Josete Miranda, lembradas com carinho por todos que fizeram parte dessa época. Com a participação de 24 ex-alunos, o reencontro foi uma linda celebração de histórias, afetos e da importância que a instituição teve na formação de cada um deles.
O evento contou com falas das professoras homenageadas e dos ex-alunos, dinâmicas interativas, sorteios, um completo jantar e muita música.
A ideia desta confraternização surgiu do ex-aluno Robson Lessa, atualmente residente em Guarulhos (SP), onde trabalha como jornalista. Robson criou um grupo de WhatsApp com os ex-colegas Toninho Miranda, Cláudio Lúcio e Júnior, e juntos iniciaram a mobilização para reunir os ex-alunos da 3ª série de 1983, que teve como professora Rosângela Cardoso, e da 4ª série de 1984, sob orientação da professora Josete Miranda.
“Nosso objetivo foi resgatar lembranças e reviver tudo o que vivenciamos no Colégio Dr. João Carlos. Hoje, cada um trilha seu próprio caminho, tem sua família, alguns até já são avós. Esse momento nos permite conhecer melhor a história de cada colega e as direções que suas vidas tomaram. Estou muito feliz por poder relembrar histórias e momentos que compartilhei com cada um deles”, afirmou Robson Lessa, que conduziu o evento.
Prestigiando o evento, a educadora Maidy Rocha também destacou a importância da iniciativa. “Este 13 de setembro foi um dia histórico para os ex-alunos das turmas de 1983 e 1984, das professoras Rosângela Cardoso e Josete Miranda. O Centro Educacional O Pequeno Príncipe se sente honrado em participar de algo tão significativo, que prova que valores e memórias afetivas jamais serão esquecidos. Sejam muito bem-vindos ao velho casarão que os acolheu por tantos anos, em memória da professora Armênia Cerqueira”.
Entre os depoimentos marcantes, a ex-aluna Alcimara Albuquerque, filha da professora Adeliude Albuquerque, relatou sua felicidade em participar deste momento. “Fiquei muito feliz e emocionada quando soube que estavam organizando este reencontro, afinal já se passaram 42 anos. Foi um verdadeiro turbilhão de lembranças: nossas brincadeiras, travessuras, que não eram poucas, amigos que não via há tanto tempo. Até o cheiro do sanduíche misto da Tia Maura veio à memória! Que tempos bons, em que a inocência prevalecia. Sou grata a todos os idealizadores, que não mediram esforços para reunir nossa inesquecível turma. Sinto-me sortuda por participar de um momento tão lindo e emocionante, que ficará guardado em nossas memórias. Gratidão!”
O ex-aluno e ex-vereador Toninho Miranda destacou a emoção que foi esse reencontro. “Conseguimos reunir colegas não só de Atalaia, mas também de Brasília, São Paulo, Marechal Deodoro e Maceió. Muitos não se viam há décadas, e este momento permitiu retomar amizades e abrir novas oportunidades para reforçarmos laços que o tempo havia adormecido. Foi ainda mais emocionante estarmos de volta à escola onde estudamos, um lugar que guarda tantas lembranças inesquecíveis. Foram várias emoções em reencontrar todos após mais de 40 anos”, destacou Toninho, acrescentando que este foi apenas o primeiro de muitos encontros que ainda virão.
Já a ex-aluna Josiane, a Jó, ressaltou a amizade que marcou sua infância. “Sinto saudades da minha infância, e falar dela é lembrar dos meus amigos de 1983 e 1984. Foi com eles que vivi momentos inesquecíveis. Nossa amizade era pura, sem distinção de cor, classe social ou religião, e era justamente essa inocência que transformava tudo em amor fraternal. Solidariedade, companheirismo e amizade eram as palavras que nos definiam. Lembro dos recreios, quando íamos lanchar na cantina da Tia Maura e depois corríamos pelo longo corredor. Brincávamos como se o tempo não existisse, sempre ansiosos pelo dia seguinte para nos encontrarmos novamente. Que saudades do tempo em que éramos apenas crianças.”
Há 25 anos residindo em Brasília, o médico Cláudio Lúcio de Medeiros Albuquerque trouxe consigo lembranças cheias de carinho e saudade da época em que estudou no Colégio Dr. João Carlos. O também médico Dr. João Carlos de Albuquerque, que foi prefeito de Atalaia, era seu bisavô.
Confira na íntegra, o depoimento do ex-aluno Cláudio Lúcio:
“Esperei esse reencontro com grande expectativa e alegria. Naquela época eu tinha cerca de 9 a 10 anos, o fim da infância, e guardo recordações muito especiais do Colégio Dr. João Carlos, que, por sinal, levava o nome do meu bisavô. Eu era sobrinho-neto da diretora, a saudosa tia Armênia, irmã do meu avô paterno.
Nossa turma era maravilhosa e vivíamos a inocência de uma época sem celulares, mas com muitas brincadeiras: pega-pega, garrafão, rouba-bandeira... Na sala de aula, vivíamos como uma verdadeira comunidade cristã, onde não importava a condição social, éramos todos iguais, sob a batuta da professora Rosângela (a tia Zanza, do 3º ano, em 1983) e da professora Josete (do 4º ano, em 1984).
Tia Zanza tinha um estilo muito legal, pois lembro que ela nos tratava como adolescentes, não como crianças (risos). Achávamos isso o máximo! Além disso, era uma excelente pedagoga. Já tia Josete era uma verdadeira mãezona. A escola se transformava em um segundo lar, mas, ao mesmo tempo, ela sabia nos colocar na linha. Recordo que, sempre que alguém chegava, precisávamos levantar e cantar: “Olá, bom-dia, como vai você...”. Até hoje essa canção permanece viva na minha memória.
Rezávamos no começo da aula, diariamente. Tinha muitos amigos, os mais próximos eram o Joney (Toninho), o Francisco (falecido) o Júnior (filho da professora Maidy ) Josiene, Miriam e a Shirley Miranda, além dos outros que sentavam próximos de mim, pois era lugar marcado (rsrs), (Noé, Leôncio, meus primos Toni e Sebastiãozinho, dentre outros colegas).
Rezávamos diariamente no início das aulas. Tinha muitos amigos, os mais próximos eram Joney (Toninho), Francisco (já falecido), Júnior (filho da professora Maidy), Josiene, Miriam e Shirley Miranda. Também lembro dos colegas que sentavam perto de mim, pois os lugares eram marcados (risos): Noé, Leôncio, meus primos Toni e Sebastiãozinho, entre tantos outros colegas.
Neste reencontro pude matar a saudade e reviver a nostalgia daquele tempo, reencontrando velhos amigos e colegas que não vejo há mais de 40 anos. Pessoas que talvez eu nem reconhecesse se cruzasse com elas na rua. É uma emoção indescritível poder reviver tudo isso”.






























