
Dando continuidade ao circuito de rotas turísticas, o historiador e monitor de turismo Felipe Kauê — o desbravador — após iniciar a Rota da Gruta, dá início, pela primeira vez, à Rota Matriz. Visitantes passam a conhecer Atalaia para além do Santuário Ecológico Santa Tereza.
Foi realizada neste último sábado, 18 de abril, a primeira edição da Rota Matriz, iniciativa inédita de valorização do patrimônio histórico e cultural de Atalaia, que recebeu cerca de 80 visitantes entre alunos, professores e equipe de apoio do Colégio Santa Madalena Sofia, de Maceió.
A programação teve início em um dos pontos mais simbólicos da cultura popular local: o Pandeiro do folclorista Zé Neto Rocha, onde os visitantes foram recepcionados com uma apresentação do grupo cultural maculelê filhas de Dandara.
Em seguida, o grupo seguiu para o Giradouro, dispositivo giratório que deu origem ao bairro Girador e que evidencia a importância da ferrovia para o desenvolvimento local. A terceira parada aconteceu na Locomotiva Maria Fumaça, onde foi apresentado o processo de industrialização de Atalaia, ligado à produção açucareira no estado de Alagoas.
O percurso foi finalizado no Centro Histórico, na tradicional Rua da Matriz (Rua de Cima), onde os visitantes participaram de uma verdadeira imersão histórica conduzida pelo historiador e monitor de turismo Felipe Kaue.
Entre os pontos destacados estiveram o prédio da antiga Câmara Imperial e Intendência, o local onde existiu o Forte de Domingos Jorge Velho, a Igreja de Nossa Senhora das Brotas, E o lugar onde anteriormente se localizava o pelourinho —, além do Casarão Imperial e do antigo quartel-general.
Também foi apresentado aos visitantes o episódio histórico conhecido como “Mata Marinheiro”, um movimento de caráter local protagonizado por revoltosos que, insatisfeitos com a segregação social que os empurrava para a parte baixa da cidade, organizaram uma reação na Rua de Cima com o objetivo de expulsar os portugueses da área. Durante os confrontos, os insurgentes entoavam “mata marinheiro”, expressão que deu nome ao movimento.
“Ao longo da visita, foi contextualizada toda a formação histórica de Atalaia, desde o povoamento indígena, passando pelas expedições contra o Quilombo dos Palmares, o surgimento do arraial, até sua elevação à vila e, posteriormente, à cidade”, destaca Felipe Kauê.
Encerrando a programação, os visitantes foram conduzidos ao restaurante Cisne Branco, onde foi servido o almoço.
“A Rota Matriz se consolida como um marco no turismo histórico-cultural de Atalaia, ampliando o olhar sobre o município e fortalecendo a educação patrimonial por meio de experiências imersivas”, comenta Felipe Kauê.
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