
Arator de Moraes Sarmento, atalaiense, nasceu em 21 de abril de 1912, no Engenho Cacaú, localizado na Fazenda Vitória, propriedade de seu pai, o Major Sabino da Silva Moraes. Foi o filho mais velho do segundo casamento do Major Sabino com a senhora Maria Caetana da Silva e, desde muito jovem, demonstrou grande interesse pela agricultura e pelo cultivo da terra.
Ainda jovem, Arator estudou em Maceió, no Colégio Diocesano, instituição que posteriormente passou a ser conhecida como Colégio Marista. Apesar da formação escolar, sua verdadeira vocação estava ligada ao campo, especialmente à agricultura e à cultura da cana-de-açúcar.
Reconhecendo o interesse e a dedicação do filho, o Major Sabino de Moraes destinou a Arator uma parte de suas terras. A propriedade recebeu o nome de Fazenda Areia, em referência às características arenosas do solo da região, considerado favorável ao cultivo da cana-de-açúcar.
Já em 1930, Arator produzia cana-de-açúcar destinada ao Engenho Cacaú, pertencente à família. Sua atividade agrícola cresceu ao longo dos anos, tornando-o um importante produtor da região.
Em 1936, o Major Sabino adquiriu um caminhão para auxiliar no transporte e escoamento da produção de açúcar até o Porto de Maceió, e Arator ficou responsável pela condução do veículo. Dessa forma, além de agricultor e produtor de cana, participou diretamente da logística que ligava a produção do interior de Alagoas ao comércio realizado na capital.
Durante a década de 1940, Arator já havia se consolidado como um grande fornecedor de cana-de-açúcar, tornando-se uma figura conhecida e respeitada no meio agrícola da região de Atalaia.
Em 1949, seu pai, Major Sabino de Moraes, transformou o antigo Engenho Cacaú na Usina Vitória, que passou a produzir açúcar do tipo demerara. A nova usina representou um importante momento na história econômica da família e da região. Entretanto, em 1951, Major Sabino faleceu, e o controle da usina passou para seu filho Pedro da Silva Moraes.
Em razão de problemas familiares, a Usina Vitória acabou encerrando suas atividades depois de realizar apenas duas safras. Com o fim da usina, Arator continuou sua atividade como produtor rural e passou a fornecer sua produção de cana para outras usinas da região, entre elas as Usinas Brasileiro e Ouricuri.
Além de sua trajetória como agricultor e fornecedor de cana-de-açúcar, Arator construiu uma história marcada pelo trabalho, pela dedicação à terra e pelo respeito conquistado entre as pessoas de Atalaia e de toda a região.
Arator foi casado inicialmente com Joana de Araújo Costa, com quem teve filhos. Posteriormente, em seu segundo casamento, com Sálvia Lima Sarmento, teve mais dois filhos. Entre seus filhos estão Arator de Araújo Morais, Sebastião de Araújo Morais, Benedito de Araújo Morais, Mirian de Araújo Morais, Josefa de Araújo Morais, Josefa de Morais Araújo, Abrantes de Araújo Morais, Iracema de Araújo Morais, Lorival de Araújo Morais, José de Araújo Morais, Antônia de Moraes Sarmento e Jilvane de Lima Sarmento.
Homem ligado à terra e à atividade canavieira, Arator de Moraes Sarmento permaneceu durante toda a sua vida profundamente ligado à Fazenda Areia, propriedade que representava sua trajetória e seu trabalho.
Arator faleceu em 12 de agosto 1995, na própria Fazenda Areia, encerrando uma vida dedicada à agricultura, à produção de cana-de-açúcar e à história rural de Atalaia.
Sua trajetória permanece como parte da memória da agricultura atalaiense e da história das famílias que contribuíram para o desenvolvimento da atividade canavieira na região.
* Com a colaboração de Lucas Moraes Freire.



