Cidade Economia

Artigo I Economia Atalaiense: história e os caminhos necessários. Por: Igor Ulisses

Texto escrito para o Blog Um Jovem e a Política, do site Atalaia Pop.

24/02/2021 21h41 Atualizada há 5 meses
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Por: Phablo Monteiro Fonte: Foto: Divulgação
Foto do comércio de Atalaia. Fonte> Internet
Foto do comércio de Atalaia. Fonte> Internet

A história é absolutamente fundamental para um povo. Quem não sabe de onde vem, não sabe para onde vai. Atalaia é uma terra com uma história econômica associada aos antigos engenhos banguês e as modernas usinas, isso por ser uma localidade tipicamente canavieira.

Não é conhecida a data em que os primeiros engenhos surgiram em Atalaia, mas até o ano de 1870 nossa cidade possuía apaixonadamente 60 engenhos, que com pouca tecnologia, produziam pouquíssimo.

Com o avanço da tecnologia naquele contexto, nasceu a primeira usina de Alagoas em nosso município: a Brasileira, que funcionou entre 1890-1958. Considerada uma das usinas de maior produtividade no Brasil, mas que por consequência de várias crises, ela é fechada.

Atalaia perdeu também a usina Ouricuri, virtude de pouca tecnologia, problemas gerenciais e entre outros problemas.

Atalaia hoje detém apenas a antiga usina Uruba, que foi uma transformação de engenho para usina em 1906.

O Grupo João Lyra tomou a administração em 1975. Em 2013 foi fechada por crises financeiras, contudo voltou a funcionar após 2 anos de fechamento, o que trouxe grande impacto na economia local: empregos e rendas. Atualmente é chamada de Copervales.

Atalaia também usufruiu da experiência com a companhia metalúrgica de Alagoas S. A (Comesa).

Já atualmente, em relação a questão de indústria, a então gestão Zé do Pedrinho adotou aquilo que chamamos de: política de incentivo e de atração de indústria.

Foi com a criação do “Distrito industrial: nova atalaia”. Porém, infelizmente o processo de instalação das empresas que tinha interesse não efetuou-se, o resultado seria o maior desenvolvimento econômico. É por isso que a nova gestão está tentando reativar. Infelizmente o projeto parou e hoje existe muita concorrência,pois foi um paradigma para outros município: Rio Largo.

Com a tentativa de atração de indústria, o poder público esqueceu os demais setores que geram  empregos e renda aqui em nosso município: comércio e agropecuária.

O comércio varejista em Atalaia tem a capacidade, segundo os dados do Banco do Nordeste, de gerar em torno de 366 vínculos empregatícios, com a capacidade de remuneração média de (R$) 975.

Por isso é importante o poder público oferecer um tratamento diferenciado para as micro e pequenas empresas (políticas liberais: redução de exigências etc), conduzir ações como: ofertar crédito, capacitação, assistência técnica, regulamentação, inscrição com baixa carga tributária.

Promoção de parceiras com universidades/faculdades para oferecer cursos na área de  empreendedorismo e matemática financeira.

Lembrando que a estimulação aos pequenos negócios e aos empreendimentos cooperativos  podem ter impactos positivos na estrutura social.

Agricultura, pecuária e serviços relacionados podem ajudar o município também, haja vista que Atalaia tem grandes tendências nestas áreas.

Esses setores geram em média 5.260 empregos, através da produção agrícolas de cana-de-açúcar, banana, batata-doce etc.

Vale lembrar que a Lei nº 11.947/2009 e a Resolução n° 26 do FNDE – determina a utilização de no mínimo 30% dos recursos repassados para alimentação escolar, na compra de produtos da agricultura familiar.

É de suma importância a utilização correta desse repasse para gerar renda aos agricultores  locais. Usar como um mecanismo para o desenvolvimento local.

Os caminhos são óbvios: investir naquilo que já possuímos: comércio local, agricultura, pecuária e a revitalização do Distrito industrial.

Lógico que a maioria das ações não é algo imediato, é necessário o planejamento, uma boa elaboração dos instrumentos orçamentários e as burocracias ainda existem, todavia, o que não pode faltar é vontade política da parte dos nossos representantes.

Por fim, é importante também que a sociedade civil participe do debate, é necessário se mantenha a disposição em promover espaços para o necessário debate econômico e defende que somente por meio da informação e do diálogo democrático, é possível construir um caminho de desenvolvimento.

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Igor Ulisses - Um jovem e a Política
Sobre Igor Ulisses - Um jovem e a Política
É cada vez maior o interesse dos jovens com a política. O uso massivo da internet, seja pelas redes sociais ou por aplicativos de mensagens instantâneas, impulsionou esse interesse e mostrou a política como um caminho legítimo para transformações sociais e como forma de materializar sua preocupação com a comunidade onde vivem. Algo está bem claro atualmente: “É impossível promover mudanças sem a participação do jovem na política”. Sou Igor Ulisses e convido você para acompanhar nossas postagens
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