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Morre aos 76 anos o médico atalaiense Dr. Mário Jorge Martins, natural de Branca de Atalaia

Era médico, professor, pesquisador e um grande defensor do SUS.

Phablo Monteiro
Por: Phablo Monteiro Fonte: Página Alta Maceio
13/09/2026 às 23h14 Atualizada em 13/09/2026 às 23h27
Morre aos 76 anos o médico atalaiense Dr. Mário Jorge Martins, natural de Branca de Atalaia
Morre aos 76 anos o médico atalaiense Dr. Mário Jorge Martins, natural de Branca de AtalaiaMorre aos 76 anos o médico atalaiense Dr. Mário Jorge Martins, natural de Branca de Atalaia.

Com uma trajetória marcada por serviços prestados à população através da medicina, faleceu neste sábado, 12 de setembro, aos 76 anos, o médico atalaiense Dr. Mário Jorge Martins. Ao longo de sua vida profissional, destacou-se também como professor e pesquisador, além de ter sido um grande defensor do Sistema Único de Saúde (SUS).

O filho de Mário Jorge, João Mário Costa Martins, que administra a página Alta Maceió, prestou uma homenagem ao pai por meio de uma publicação nas redes sociais. No texto, destacou que seu maior orgulho não estava nos títulos conquistados pelo médico ao longo da trajetória, mas em vê-lo diante de alguém doente, fazendo o que sabia fazer melhor: servir, cuidar e encontrar respostas. 

“Quando penso nele agora, não penso primeiro no jaleco. Penso nele falando do que conhecia profundamente, cada vez mais empolgado e piscando os olhos rápido ao falar. Era assim que os olhos dele brilhavam”. 

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O Dr. Mário Jorge Martins nasceu em Branca de Atalaia, filho de agricultores. Aos 7 anos, perdeu o pai, João de Almeida Martins, para a esquistossomose e começou a trabalhar no corte da cana. Dizia que foi aquela perda que o fez querer ser médico. 

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Maria Cícera, sua mãe, foi sua maior incentivadora. Quando a família veio para Maceió, ele estudava e trabalhava com parasitologia. Mesmo depois da meia-noite, ela o esperava com comida quente. 

Formou-se médico pela UFAL e foi o primeiro da família a concluir uma faculdade. Em 1997, concluiu mestrado em Parasitologia na UFMG pesquisando a esquistossomose. 

Passou pela saúde pública, pela Funasa e por plantões no interior. Defendia o SUS e acreditava que, para tratar alguém, era preciso conhecer sua vida. Dizia que até mesmo o jeito de lavar uma panela podia ensinar algo a um médico. 

Na antiga Escola de Ciências Médicas, depois Uncisal, ensinou Saúde Coletiva por décadas e escrevia as próprias apostilas. 

Dr. Mário Jorge era, antes de tudo, clínico. Conversava, examinava e continuava pensando no caso depois que o paciente ia embora. "Vi gente passar por especialistas e exames sem resposta e ele chegar ao diagnóstico ouvindo e examinando. Atendia quem podia pagar e quem não podia. Ele dava um jeito", comenta seu filho.

Mesmo aposentado, continuava atendendo em casa. "Ser médico, para ele, parecia respirar", ressalta João Mário.

Seu filho destaca ainda que no sítio da Serraria, casas viraram bibliotecas. "Livro de tudo. Dizia que um bom clínico precisava saber um pouco sobre tudo e de tudo um pouco".

Com informações do texto publicado na página @altamaceio

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