
Conhecer a história do lugar onde se vive é também uma maneira de compreender a própria identidade. Com esse propósito, na manhã desta sexta-feira (6), 43 estudantes da Escola Educando com Saber participaram de um passeio educativo e cultural pelas referências históricas, culturais e patrimoniais de Atalaia.
A iniciativa partiu do professor de História, Estênio, responsável pela organização e supervisão do passeio, que contou também com o acompanhamento do professor de Geografia, Marcos, e demais integrantes da equipe escolar.
A atividade foi conduzida pelo historiador Felipe Kauê, pesquisador da história local e idealizador do VIVA ATALAIA – Plano de Resgate Histórico, Cultural, da Memória e do Turismo. O plano trabalha com quatro eixos fundamentais: História, Cultura, Memória e Turismo, buscando identificar, valorizar e divulgar as riquezas que constituem a identidade atalaiense.
Durante o percurso, os estudantes tiveram a oportunidade de conhecer aspectos da formação histórica do município, suas referências patrimoniais e elementos que ajudam a compreender a construção da identidade cultural de Atalaia.
“Mais do que apresentar datas e acontecimentos, a proposta foi despertar um novo olhar sobre o território onde os estudantes vivem, mostrando que a história não está apenas nos livros, mas também nas ruas, nas construções, nos espaços públicos, nas tradições populares e nas memórias transmitidas entre gerações”, destaca Felipe Kauê.
História local também precisa estar dentro da escola
A atividade dialoga diretamente com outra iniciativa defendida pelo historiador Felipe Kauê: a inclusão da História Local de Atalaia na grade curricular da rede municipal de ensino.
Para avançar nessa direção, Felipe já encaminhou uma carta-proposta ao Fórum Municipal de Educação, defendendo a construção de um espaço permanente para o ensino da história, da cultura, da memória, do patrimônio e dos saberes comunitários de Atalaia.
“A iniciativa demonstra, na prática, como o conhecimento histórico pode ultrapassar os limites da sala de aula e proporcionar experiências educativas que fortalecem o sentimento de pertencimento e a valorização das raízes locais”, completa o historiador.




















