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RETRATAÇÃO: Maria Eduarda admite na Justiça de Atalaia que fez acusações falsas e sem fundamento contra Verusia Costa e Marta Cerqueira

A retratação também contempla manifestações ofensivas dirigidas às duas mulheres.

Phablo Monteiro
Por: Phablo Monteiro
22/10/2026 às 11h45 Atualizada em 22/10/2026 às 11h53
RETRATAÇÃO: Maria Eduarda admite na Justiça de Atalaia que fez acusações falsas e sem fundamento contra Verusia Costa e Marta Cerqueira
RETRATAÇÃO: Maria Eduarda admite na Justiça de Atalaia que fez acusações falsas e sem fundamento contra Verusia Costa e Marta Cerqueira.

Em retratação formalizada perante a Justiça, Maria Eduarda Sales de Melo reconheceu que fez acusações falsas, insinuou relacionamentos amorosos sem provas e atribuiu indevidamente às duas mulheres a contratação de hacker e a prática de crimes. Ela também admitiu ter causado sofrimento, constrangimento e prejuízos à honra e à reputação das envolvidas.

Uma audiência realizada na Vara do Único Ofício da Comarca de Atalaia, em Alagoas, terminou com o reconhecimento formal de acusações falsas e ofensivas feitas por Maria Eduarda Sales de Melo contra Verusia Costa Santos de Medeiros e Marta Cerqueira de Albuquerque.

O caso, que envolveu publicações no Instagram e mensagens compartilhadas pelo WhatsApp, foi objeto de um acordo judicial homologado no dia 3 de setembro de 2026 pelo juiz João Paulo Alexandre dos Santos.

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Na retratação que integra o acordo, Maria Eduarda reconheceu expressamente que atribuiu às duas mulheres fatos que não correspondiam à verdade, admitindo não possuir provas das acusações e assumindo a responsabilidade pelos danos causados à honra e à reputação de ambas.

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Acusações sobre supostos relacionamentos amorosos não tinham provas

Entre as declarações reconhecidas como infundadas estão insinuações de que Verusia e Marta manteriam determinados relacionamentos amorosos entre si ou com terceiros.

Maria Eduarda admitiu ter utilizado a expressão "amantes" de maneira leviana e sem fundamento, reconhecendo que nunca possuiu provas para sustentar tais afirmações.

Na retratação formalizada perante a Justiça, declarou:

"Reconheço que não tinha, e não tenho até hoje, qualquer prova de que Verusia e Marta mantivessem entre si ou com terceiros o tipo de relacionamento que insinuei, nem de que fossem 'amantes', expressão que utilizei de forma leviana e sem fundamento."

A declaração representa o reconhecimento explícito da ausência de qualquer elemento que justificasse as insinuações divulgadas.

Acusação de contratação de hacker também foi reconhecida como falsa

Outro ponto de destaque na retratação judicial diz respeito à acusação de que Verusia e Marta teriam contratado um hacker ou participado de atividades criminosas.

Maria Eduarda reconheceu expressamente a falsidade dessa acusação e admitiu que não dispunha de qualquer elemento concreto para sustentá-la.

"Reconheço, ainda, que a afirmação de que Verusia e Marta teriam contratado um hacker ou praticado qualquer conduta criminosa é falsa e não se apoia em nenhum elemento concreto. Não tinha, e não tenho, qualquer base para ter feito essa acusação."

O reconhecimento é especialmente relevante porque envolve a atribuição de supostas condutas criminosas a terceiros, sem qualquer fundamento, conforme admitido pela própria responsável pelas declarações.

Ofensas pessoais e prejuízos à reputação foram admitidos

A retratação também contempla manifestações ofensivas dirigidas às duas mulheres.

Maria Eduarda reconheceu ter utilizado expressões como "boca podre" e "gente ruim", além de afirmar que Verusia e Marta estariam "bem abaixo" de outras pessoas.

Segundo o texto da retratação, essas declarações foram ofensivas, desrespeitosas e desprovidas de justificativa.

A própria Maria Eduarda admitiu que suas publicações e mensagens provocaram sofrimento e constrangimento, atingindo a honra e a reputação das duas mulheres perante familiares, amigos e conhecidos em Atalaia.

"Entendo que essas publicações e mensagens causaram sofrimento, constrangimento e prejuízo à honra e à reputação de Verusia e de Marta perante familiares, amigos e conhecidos em Atalaia, e assumo a responsabilidade por esse resultado."

Retratação pública e pedido de desculpas foram estabelecidos em acordo judicial

Durante a audiência, realizada em 3 de setembro de 2026, as partes chegaram a uma composição civil, nos termos registrados em ata.

Como parte do acordo, Maria Eduarda assumiu o compromisso de apresentar uma retratação pública a Verusia e Marta, reconhecendo a falsidade e a ausência de fundamento das acusações.

No documento, também formulou pedido expresso de desculpas:

"Por tudo isso, peço desculpas, de forma pública e sincera, a Verusia Costa Santos de Medeiros e a Marta Cerqueira de Albuquerque, pelo sofrimento e pelos prejuízos que minhas palavras causaram a elas."

Maria Eduarda comprometeu-se, ainda, a não repetir condutas dessa natureza contra Verusia, Marta ou qualquer outra pessoa.

O acordo prevê que a retratação seja divulgada por meio de carta no site e no Instagram do Atalaia Pop, como forma de dar publicidade ao reconhecimento formal das declarações falsas e ofensivas.

Justiça homologou o acordo por sentença irrecorrível

A audiência foi presidida pelo juiz João Paulo Alexandre dos Santos, da Vara do Único Ofício da Comarca de Atalaia.

Verusia Costa Santos de Medeiros e Marta Cerqueira de Albuquerque estiveram acompanhadas pelo advogado Márcio Roberto Tenório de Albuquerque Júnior, OAB/AL 8.333. Maria Eduarda Sales de Melo foi assistida pela advogada Ana Paula Nelson, OAB/AL 21.564-B.

Após a conciliação, o magistrado homologou o acordo por sentença irrecorrível, conferindo-lhe eficácia de título judicial.

Isso significa que as obrigações assumidas no acordo podem ser exigidas judicialmente, em caso de descumprimento, perante o juízo cível.

A sentença também aplicou o artigo 74, parágrafo único, da Lei nº 9.099/1995, que estabelece a renúncia ao direito de queixa ou representação nas hipóteses legais de composição civil homologada.

O encerramento do procedimento ocorreu, portanto, por meio de acordo judicial, sem condenação criminal.

Reconhecimento judicial formaliza a retratação das acusações

O desfecho do caso registra formalmente a retratação de Maria Eduarda Sales de Melo em relação às declarações dirigidas a Verusia Costa Santos de Medeiros e Marta Cerqueira de Albuquerque.

Ao admitir a falsidade da acusação sobre contratação de hacker, a ausência de provas das insinuações sobre relacionamentos amorosos e o caráter ofensivo das expressões utilizadas, Maria Eduarda assumiu a responsabilidade pelas consequências de suas manifestações.

Para Verusia e Marta, o acordo representa o reconhecimento público, pela própria autora das declarações, de que foram alvo de acusações falsas ou sem fundamento, bem como o compromisso de não repetição dessas condutas.

A retratação, prevista expressamente na ata da audiência e homologada judicialmente, integra a solução do conflito e deverá ser divulgada nos meios de comunicação indicados no acordo.

RETRATAÇÃO PÚBLICA

Processo nº 0700793-33.2026.8.02.0040

Vara do Único Ofício da Comarca de Atalaia/AL

Eu, Maria Eduarda Sales de Melo, brasileira, venho, por meio deste texto, apresentar retratação pública a Verusia Costa Santos de Medeiros e a Marta Cerqueira de Albuquerque.

Reconheço que, em publicações realizadas por mim na rede social Instagram e em mensagens que enviei pelo aplicativo WhatsApp, atribuí a Verusia e a Marta fatos e qualificações que não correspondem à verdade.

Reconheço que não tinha, e não tenho até hoje, qualquer prova de que Verusia e Marta mantivessem entre si ou com terceiros o tipo de relacionamento que insinuei, nem de que fossem "amantes", expressão que utilizei de forma leviana e sem fundamento.

Reconheço, ainda, que a afirmação de que Verusia e Marta teriam contratado um hacker ou praticado qualquer conduta criminosa é falsa e não se apoia em nenhum elemento concreto. Não tinha, e não tenho, qualquer base para ter feito essa acusação.

Reconheço que as expressões que utilizei para me referir a Verusia e a Marta, entre elas chamá-las de "boca podre" e "gente ruim", e afirmar que estariam "bem abaixo" de outras pessoas, foram ofensivas, desrespeitosas e não tinham qualquer justificativa.

Entendo que essas publicações e mensagens causaram sofrimento, constrangimento e prejuízo à honra e à reputação de Verusia e de Marta perante familiares, amigos e conhecidos em Atalaia, e assumo a responsabilidade por esse resultado.

Por tudo isso, peço desculpas, de forma pública e sincera, a Verusia Costa Santos de Medeiros e a Marta Cerqueira de Albuquerque, pelo sofrimento e pelos prejuízos que minhas palavras causaram a elas.

Comprometo-me a não repetir condutas dessa natureza contra Verusia, contra Marta ou contra qualquer outra pessoa.

Atalaia/AL, 03 de setembro de 2026.

MARIA EDUARDA SALES DE MELO

Fonte: Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas (TJAL). Processo nº 0700793-33.2026.8.02.0040. Ata de audiência realizada em 3 de setembro de 2026, assinada digitalmente pelo juiz João Paulo Alexandre dos Santos e disponibilizada nos autos em 18 de setembro de 2026.

Consulta ao documento judicial:* [Portal de conferência do TJAL](https://www2.tjal.jus.br/pastadigital/sgcr/abrirConferenciaDocumento.do).

Código de autenticidade: dGf9xPar.

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