
O princípio básico estudado na economia, é que os desejos e necessidades dos seres humanos são infinitos, mas os recursos disponíveis no mundo não, são escassos e para tentar distribuir e suprir as necessidades de todos, foi criada a moeda como meio de troca e consequentemente para consegui-la era necessário trabalhar.
Hoje, isso não mudou. O que mudou foram os nossos parâmetros de desejo. Antes, as necessidades eram mais simples: comer, beber, ter uma casa confortável, um carro. Agora, com a influência das redes sociais, os desejos parecem mais distantes da realidade: comer caviar, beber Chandon, morar numa mansão, dirigir uma Porsche.
A comparação virou parte da rotina. A gente olha a vida dos outros e pensa: “Se ela consegue, por que eu não posso também?”. E, de fato, não tem nada de errado em querer melhorar de vida. O problema começa quando nos endividamos tentando alcançar padrões que ainda não cabem no nosso orçamento. Isso vira uma bola de neve e, no fim, gera aquela sensação constante de que o dinheiro nunca sobra.
Mas será mesmo que ele não sobra?
Talvez sobrasse se:
1. Antes de elevar os nossos padrões de gastos (saídas), elevarmos os nossos padrões de entradas (empreender, buscar novas oportunidades de trabalho, investir…)
2. Ter uma reserva financeira de no mínimo 10% do seu salário, mas caso não seja possível, comece guardando o que der, porque num momento de necessidade, ex: entrada para comprar uma moto. Você vai ter um valor a recorrer sem precisar pagar juros extremamente abusivos por isso.
São pequenos passos de educação financeira que a longo prazo farão uma grande diferença.
