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Paulo Martins da Costa

Funcionário público, relojoeiro e vereador atuante de Atalaia por quatro Legislaturas consecutiva.

18/04/2022 às 18h57 Atualizada em 25/04/2022 às 13h28
Por: Phablo Monteiro
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Paulo Martins da Costa, ex-vereador do município de Atalaia.
Paulo Martins da Costa, ex-vereador do município de Atalaia.

Em 8 de março de 1920, nascia em Recife-PE, PAULO MARTINS DA COSTA. Filho único do português Francisco Martins da Costa, natural da cidade de Guimarães e da pernambucana Alice Nunes Martins.

Sua infância e adolescência foram vividas na capital pernambucana, já que naquela cidade seu pai era comerciante, proprietário de uma Fábrica de Sabão.

Aos 16 anos de idade, o jovem Paulo Martins, que ajudava seu pai na referida Fábrica, recebe a missão de ir à Maceió a fim de ensinar a fórmula para um empresário amigo da família, que abriria uma Fábrica de Sabão na capital alagoana. 

E, foi durante sua estadia em Maceió, que conhece e se apaixona pela jovem senhorita Elvira Casado de Lima. Noivaram durante seis anos, contraindo matrimônio no ano de 1946.

Após o casamento, escolhem o município de Atalaia como morada, residindo em um lindo casarão secular próximo a Igreja Matriz de Nossa Senhora das Brotas, na Rua de Cima. Um dos poucos prédios urbanos históricos em Atalaia que ainda preservam sua fachada. Recentemente o casarão foi cenário para as gravações do filme Zumbi dos Palmares. 

Dessa união, nascem oito filhos: Romeu, Roberto, Romero, Francisco Carlos, Maria Alice, Olga, Paulo e Maria Amália.

Lindo casarão localizado na Rua de Cima, pertenceu a Paulo Martins da Costa.

Funcionário do Serviço Social da Indústria (SESI) em Atalaia. Exerceu também a profissão de relojoeiro, ficando inclusive conhecido na cidade como Seu Paulo Relojoeiro. Foi delegado de Atalaia, por um curto período. Funcionário público municipal, sendo admitido na primeira gestão do ex-prefeito Luiz Vigário, chegando a assumir funções de chefia dentro do quadro e contribuindo com o serviço público até o seu falecimento.

Paulo Martins da Costa participou ativamente da política atalaiense, na função de vereador, em quatro Legislaturas consecutivas: 1959-1962; 1963-1966; 1967-1970 e 1971-1972. Seja na condição de suplente ou de titular, seja na posição de situação ou de oposição, foi vereador atuante e participativo sempre na busca dos interesses da população atalaiense.

Seu ingresso na Câmara Municipal de Atalaia ocorre em 1961, quando era primeiro suplente pela UDN e assume o mandato como titular na vaga deixada pelo então vereador Manoel de Medeiros Salgado, já que este assumia o mandato de vice-prefeito.

Também foi filiado a ARENA. E, neste partido liderou a bancada de oposição durante o terceiro mandato do ex-prefeito Zeca Lopes.

“Paulo Martins da Costa, outro “forrastêro”, mas ficando em Atalaia por laços familiares. Seu Paulo Relojoeiro, como era conhecido, profissional criterioso, cuja palavra, dentro ou fora da profissão, não restava a menor dúvida. Tinha ideais puras e desenvolvimentistas para a Atalaia daquela tempo”, destacava o dentista, advogado e professor da UFAL Wild Silva, em artigo publicado no Jornal Folha Atalaiense, na década de 90.

“Forrastêro” é a expressão popularizada pelo ex-vereador atalaiense Milton da Costa e Silva, o Zí, para apontar os que não eram nascidos em Atalaia. 

Fica viúvo pelo falecimento de sua esposa ocorrido no dia 27 de janeiro de 1974.

Em 1975, inicia o seu segundo relacionamento matrimonial, com a senhora Maria Luiza da Silva, assumindo inclusive a paternidade (não civilmente) da pequena Laudilene, de apenas 5 anos de idade. Menos de um mês antes de seu falecimento, Paulo Martins junto com Maria Luiza, acolhe como filho o seu neto Paulo Rodrigo Santos, filho de Roberto Casado Martins. 

Paulo Martins da Costa faleceu em 20 de agosto de 1989, aos 69 anos de idade, deixando um legado de integridade e honestidade, sem em nenhum momento abrir mão da simplicidade, característica marcante do homem bom.

“Era uma pessoa politizada, rigoroso, leal e íntegro, pois tinha, por exemplo, a honestidade como valor. E, sendo honesto com os outros, mesmo quando teria oportunidade de se beneficiar quando não fosse, ou seja, era incorruptível, tinha reputação ilibada”, destaca sua filha Maria Amália.

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