História Homenagem

George Raposo Maia

Vereador e vice-prefeito de Atalaia entre as décadas de 50 e 60.

12/06/2021 09h23 Atualizada há 1 mês
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Por: Phablo Monteiro
George Raposo Maia, ex-vice-prefeito do município de Atalaia.
George Raposo Maia, ex-vice-prefeito do município de Atalaia.

GEORGE RAPOSO MAIA nasceu em 15 de agosto de 1926, no município de Atalaia, Alagoas. É um dos 9 filhos do primeiro casamento do senhor Pedro Lins Raposo (Doca) com a senhora Ana Maria da Costa Maia (Nazinha).

Bisneto de Miquilino Marinho de Mello, um político atalaiense de destaque no século XIX. Tem grau de parentesco com importantes nomes da política atalaiense, entre eles, Miquilino Marinho de Mello Filho (presidente do Conselho Municipal), Antenor Marinho de Mello (Intendente), José Tenório de Albuquerque Lins (Prefeito) e Maria Tenório de Albuquerque Lins (primeira mulher vereadora em Alagoas).

Apesar de pertencer à família tradicional do município, George Raposo Maia nasceu em um seio familiar bastante humilde. Seu pai era barraqueiro e músico, e sua mãe dona de casa.

Para ajudar seu pai no sustento da família, começou a trabalhar ainda muito jovem, como mascate, vendendo roupas nas ruas de Atalaia. A necessidade em ajudar sua família, fez com que sacrificasse a oportunidade de continuar os estudos, concluindo apenas o curso primário.

Em 1952, George Raposo casa-se em Atalaia com Nayde Lopes de Medeiros (Maia), filha de Zeca Lopes e Isa Medeiros. Em 05 de setembro de 1954, sua esposa vem a falecer no parto da única filha do casal, a Nayde, que em homenagem recebe o mesmo nome da mãe.

Em 27 de setembro de 1956, casa-se em segunda núpcias com Maria Luiza Duarte (Maia), irmã mais nova de sua primeira esposa. Desse matrimônio nascem seis filhos: José Marcio de Medeiros Maia, Pedro Raposo Lopes, George Raposo Filho, Luiz Marcelo Maia, Maria Goretti Duarte Raposo e Geórgia Luiza Duarte Maia.

Sua esposa Maria Luiza, George Raposo e sua filha Nayde Costa. 

Irmão do ex-presidente da Câmara de Atalaia, Aníbal Raposo. É pai do ex-vereador de Maceió e ex-superintendente da Sudene, Zé Márcio e avô do atual vereador de Maceió, Zé Márcio Filho.

Mais do que genro e sogro, George Raposo e Zeca Lopes eram grandes amigos e parceiros políticos. E, é por conta da influência deste que foi um dos maiores líderes políticos da história de Atalaia, que se dar o seu ingresso na política local, se elegendo vereador e vice-prefeito de sua terra natal.

Eleito vereador em 1958, exerce seu primeiro mandato como representante dos atalaienses na Câmara Municipal de 1959 a 1962. Reeleito em 1962 para seu segundo mandato, na Legislatura 1963 a 1966.

Durante este período, foi vereador de oposição, já que o Executivo era comandado por prefeitos ligados aos Tenórios da Ouricuri.

Como vereador, trabalhou junto de seu sogro (Zeca Lopes) focando-se, principalmente, em ajudar os enfermos da cidade. Fez parceria com amigos enfermeiros para iniciar um trabalho social de aplicações de medicações que estavam em falta na cidade.

Era um grande apreciador da cultura nordestina, promovendo eventos folclóricos na cidade, a exemplo do Reisado.

"George era um homem que valorizava as amizades, portanto, tinha muitos amigos, tanto em Atalaia como em Maceió. Entrou para política pela sua vocação e criatividade com trabalhos sociais. Era muito honesto, tratando seus negócios e empresas com muita seriedade, apesar de ser muito brincalhão e gostar de uma boa resenha com os companheiros e filhos", destaca sua esposa Maria Luiza.

Ao mesmo tempo em que exerceu o mandato de vereador, foi fiscal do INSS e também proprietário de uma fábrica de bebidas no município, onde passou a sustentar a família integralmente.

Na eleição ocorrida em 3 de outubro de 1965, compõe junto com seu sogro Zeca Lopes a chapa majoritária. Zeca Lopes candidato a prefeito e George Raposo, então vereador de mandato, para vice-prefeito. Eleitos nas urnas para administrar do município de Atalaia durante o quadriênio 1966 a 1969.

Um fato curioso é que George Raposo, apesar de diplomado no cargo para o qual foi eleito, não tomou posse junto com Zeca Lopes no dia 31 de janeiro de 1966, continuando a exercer seu mandato de vereador até 28 de abril, quando após grande pressão do grupo de oposição, formaliza pedido de licença e dar lugar ao primeiro suplente da legenda, o vereador José Correia Filho.

Apesar de muito bem quisto pela população de Atalaia, que apoiava em peso sua continuidade na política, a morte de Zeca Lopes, melhor amigo e mentor na política, ocorrida na década de 70, o fez perder o gosto pelas disputas eleitorais e se mudar para Maceió.

"Sua história de amizade com o sogro descreve profundamente o que este representava em sua vida, contribuindo para a formação da característica que mais o marcava: sua visão e estratégia para abrir e conduzir negócios. Apesar de possuir apenas o curso primário completo, era muito inteligente e competente empresário, conseguindo sair e tirar seus pais da extrema pobreza e proporcionar uma qualidade de vida muito boa para seus filhos", lembra Maria Luiza.

Chegando em Maceió abriu uma empresa de ônibus com o irmão, a empresa Santa Maria, que deu muito certo. Após um período, resolve vender a empresa de ônibus e realizar seu sonho de comprar uma fazenda na Barra de São Miguel. Passa a plantar e fornecer cana-de-açúcar para a usina Roçadinho (Alagoas) e com o dinheiro da venda da cana, foi capaz de sustentar a família com muita aptidão.

Suas filhas Maria Goretti e Georgia Luiza descrevem um pai amoroso e presente. "Deixando lições e uma história de vida que inspiraria seus filhos e netos até os dias de hoje. Regatiano e Vascaíno, transformou sua casa em um ponto de encontro para reuniões familiares e de amigos. Realizou seu sonho de ser fazendeiro e contribuir para a evolução de Atalaia e Alagoas".

Sua filha Nayde Costa também destaca as inúmeras qualidades de seu pai. "Meu pai era um homem trabalhador, honesto, humilde, que gostava de caçar. Muito familiar, tinha um circulo de amizade muito grande em Atalaia, tanto que foi vereador por dois mandatos e também vice-prefeito na chapa do saudoso Zeca Lopes, meu avô materno e um dos maiores políticos que Atalaia já teve”.

George Raposo tinha labirintite e em uma dessas fortes crises, sofre uma queda em seu apartamento. Apesar dos esforços da família, para a tristeza de todos os familiares e amigos, faleceu em 7 de abril de 2006, deixando grande saudade em todos.

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