História Homenagem

José Casado de Farias Filho – 1º Corregedor-Geral de Justiça do Estado de Alagoas

Nomeado Corregedor no início da década de 40, demonstrou sua liderança e integridade na área jurídica.

17/04/2021 16h10 Atualizada há 3 meses
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Por: Phablo Monteiro
Primeiro Corregedor-Geral de Justiça de AL, Juiz José Casado de Farias Filho. Foto: ASCOM CGJ/AL.
Primeiro Corregedor-Geral de Justiça de AL, Juiz José Casado de Farias Filho. Foto: ASCOM CGJ/AL.

José Casado de Farias Filho nasceu no Engenho Ermitão, município de Atalaia, em Alagoas, no dia 17 de maio de 1898. Foi o primogênito dos seis filhos de José Casado de Farias Lima e Maria Casado Accioli Lima.

É neto, por parte de mãe, do desembargador José Casado Accioli de Lima, ex-presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas. 

Seu pai foi juiz distrital no municipal de Atalaia. Seus tios, Joaquim Lopes de Farias Lima e Serapião Lopes de Farias, comandaram o município de Atalaia em várias oportunidades. É também primo do ex-prefeito José Miguel de Vasconcellos Netto.

Fez seu curso de Humanidades no antigo Colégio Diocesano, atual Marista. Logo após, vai para o Recife, onde na capital pernambucana ingressa na tradicional Faculdade de Direito do Recife, onde iniciou seus estudos de Direito, concluindo-os na Faculdade de Direito do Estado do Rio de Janeiro.

De volta a sua cidade natal, o agora bacharel José Casado Filho contraiu núpcias com Maria Hortência Casado Lopes, filha do ex-prefeito Ernesto Lopes de Vasconcellos e irmã do ex-prefeito Zeca Lopes.

Desse matrimônio nascem Maria do Perpétuo Socorro Lopes Casado (Mary), residente em Maceió e Geraldo Casado Lopes, já falecido.

Em ato do Governador de Alagoas, Pedro da Costa Rego, do dia 21 março de 1927, foi nomeado para ocupar o cargo de membro da Junta Escolar do município de Atalaia, em substituição ao então titular Lívio Vieira da Costa.

Nesta época, fundou em Atalaia uma escola particular denominada Escola São Bento, conforme nos confirma a saudosa historiadora atalaiense Vandete Pacheco em seu Livro Atalaia, último reduto dos Palmarinos (1980): “Em seguida surgiu a escola do professor José Casado Filho; este tinha por Decurião o jovem Ariosto”.

Por suas qualidades de jurista competente, exerceu com destaque o cargo de juiz substituto de Atalaia. 

No ano de 1932, José Casado Filho foi nomeado promotor público da comarca de Pilar. Em 1934 comanda o Juizado de Direito da comarca de Anadia, “onde se revelou o Magistrado pela sua cultura e compostura, qualidades que o trouxeram à capital. Deixou naquela comarca a simpatia de um homem probo, porém enérgico, e que não se confundiu com a intimidade que denigre e corrompe o magistrado para ser havido como bom, segundo os critérios atuais”, destacava o então desembargador Hélio Cabral, em artigo publicado em “O Jornal, em 1996” e reproduzido no Jornal Folha Atalaiense.

Em 1941 é trazido para Maceió, onde foi nomeado o primeiro Corregedor-Geral de Justiça de Alagoas, função em que demonstrou sua liderança e integridade na área jurídica, no desempenho de sua profissão e do novo cargo em que fora confiado. 

Em Maceió residia na Rua Augusta (Rua das Árvores), no centro.

“Trabalhou, lidou com fatos, casos das mais variadas categorias e pessoas diversas, sem nunca ter se abatido ou mostrado fraqueza ou insegurança nos seus atos de chefe e coerentes com sua missão”, pontuou em seu artigo o desembargador Hélio Cabral.

Infelizmente não concluiu seu trabalho pela Justiça alagoana, já que faleceu de forma prematura no dia 4 de junho de 1944, com apenas 46 anos de idade. 

Com a criação da Galeria dos Corregedores, iniciativa do então Corregedor-Geral de Justiça o desembargador José Fernando Lima Souza, o atalaiense José Casado de Farias Filho é a primeira foto a figurar nesta ilustre galeria, reconhecendo assim o grande magistrado que ele foi.

José Casado de Farias Filho ao lado de seus pais, irmãos e irmãs. Foto: Arquivo Familiar.

 

* Com informações do artigo publicado pelo desembargador Hélio Cabral, em artigo publicado em “O Jornal, em 1996” e reproduzido no Jornal Folha Atalaiense, e depoimento de familiares.

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