Educação Setembro de 2014

Presidente do SEATA comenta sobre o não pagamento do mês de setembro de 2014

Entrevista exclusiva foi realizada na sede do SEATA.

13/11/2014 23h39 Atualizada há 3 semanas
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Por: Phablo Monteiro
Presidente do SEATA, Professor Fábio.
Presidente do SEATA, Professor Fábio.

O Presidente do SEATA, Professor Fábio Cirilo, recebeu o Atalaia Pop em uma entrevista exclusiva, para comentar e explicar como andam as negociações referentes ao pagamento do mês de setembro aos servidores da Educação junto a Prefeitura de Atalaia, que ainda continua em atraso. Em um tom de insatisfação, Fabio criticou a postura adotada pela Prefeitura e se mostra mais atuante do que nunca em busca da regularização salarial da classe a qual represente. Confira:

"Não é Zé, nem é Chico que nos devem, nós somos servidores de Atalaia. A atual administração alegou a decretação de Estado de Emergência, o Sindicato não aceita isso, tem que pagar porque quem deve é o município e se tivermos uma negociação nós queremos receber o mês de setembro. Isso não é aceitável, porque mesmo com o Estado de Emergência pagaria o mês de setembro dentro de outubro, mas em reunião com a parte jurídica do sindicato, nosso advogado nos informou que quando se assume como novo gestor, você assume compromisso e o compromisso é assumido a partir da data que você assumiu como Prefeito. Essas foram palavras do Dr. Ivan, ele me falou: olha Fabio, ele deve fazer uma auditoria do que foi feito nos cofres vazios. Então segundo o Dr. Ivan, juridicamente o atual prefeito está certo, que a gente não podia realizar manifestações, nem greve, não foi o Sindicato, nem o Fabio quem falou, foi nosso Advogado Dr. Ivan. Nos reunimos e colocamos em pauta os manifestos, perguntei  o que os servidores queriam: querem ir pra prefeitura? Vamos pra rua pedir comida? Para a câmara? O que é que vocês querem? Mas, o pessoal escolheu ir pra porta da Prefeitura e para lá fomos, tivemos uma reunião com o prefeito, tratando do pagamento, mas naquele momento, juridicamente nós já sabíamos que não poderíamos fazer greve porque a Lei dava cobertura ao Prefeito"

"Mas, a Lei não dar cobertura para ele deixar de pagar o mês de setembro, porque a divida é da Prefeitura, não é do antigo prefeito. Então, segundo o Dr. Ivan o Estado de Emergência dar autonomia ao Prefeito em fazer uma auditoria, apurar a verdade dos fatos para poder iniciar uma negociação, porque segundo o Dr. Ivan se ele paga naquele momento o mês de setembro, ele estaria sendo cúmplice do gestor anterior e era essa a postura que queríamos do ex-prefeito, que registrasse tudo o que ocorreu na gestão anterior (mandato do Chico Vigário), mas o ex-prefeito preferiu assumir os débitos. Para o Sindicato o interessante é não deixar mês dentro"

"Quando o Mano assumiu a Prefeitura a nossa vice-secretária que era a Cristiane por motivos pessoais se afastou e outros colegas também se afastaram, quando esse novo gestor entrou, convidou a professora Ana Lúcia a ser secretária e o Sindicato não tem nada haver com decisão dela, agora o que o Sindicato acredita é que as negociações sejam feitas e sejam cumpridas, porque nunca tivemos problemas em negociar com secretário nenhum. O Mano foi secretario e ex--sindicalista, a Roseane Vigário, a gente também não tinha problemas para negociar, depois com o Francisquinho, também ex-presidente do sindicato durante 8 anos e a gente nunca tivemos problemas, sempre tivemos espaços para negociação aberta".

"O que o Sindicato quer é que tenha essa negociação e que essa negociação seja cumprida e com relação a uma parceria, nunca vai haver parceria entre empregado e empregador, existe acordo e que esses acordos devem ser respeitados, o que queremos é isso. É impossível você querer que o patrão pense no bem estar do empregado como  é impossível querer pensar que o empregado vá pensar no bem estar do patrão, é uma relação de venda de mão de obra, agora eu estou falando sobre uma pessoa que fez parte dos manifestos (atual secretária) em defesa da construção de uma sociedade melhor e que é conhecedora de toda situação do município de Atalaia e eu acredito que ela virá para participar, até porque ninguém nasce secretário, nem prefeito e a nossa profissão é professor. Professor sempre iremos ser porque é a profissão que nós escolhemos e as demais são coisas momentâneas. O que queremos é que essa questão salarial seja resolvida e somos conhecedores que o problema já se tornou crônico, não se resolve de uma hora para outra, será resolvido de forma paulatina e esperamos que a sociedade venha se juntar, se organizar e que a luta continue. A classe trabalhadora é classe trabalhadora independentemente de onde estiver, o Sindicato nunca vai perder a sua ideologia, porque no dia em que o Sindicato perder essa ideologia é sinal de que essa diretoria não serve mais ao Sindicato, não serve mais para a sociedade. O que eu digo para o povo atalaiense é que a nossa luta é eterna e constante", comentou o Professor Fábio Cirilo.

O Presidente do SEATA informou ainda que foi enviado à Prefeitura de Atalaia um oficio solicitando a marcação de uma reunião com o Prefeito para tratar sobre esses pagamentos e demais pendências.

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